terça-feira, 31 de maio de 2011

Viagens, fotografia, "Antes que o Mundo Acabe" e Pública

  No começo desse mês, eu fui pra São Paulo. E olha, vou dizer pra vocês : É MUITO GRANDE. Mas isso vocês devem saber, né ?
  Bem, em São Paulo SP, tem muita opção gastronômica. Se morasse lá, talvez virava uma bola Wilson da vida. Andei de ônibus por lá, conheci ruas e trajetos pra ficar mais safa em visitas posteriores e comprei umas meias 3/4 trizinhas e uma echarpe com caveiras estampadas (Rock n' Roll). Passeei de carro pelas partes bonitas da cidade, o que encheu meus olhos.Fiquei indignada com o fato de que não tem quase buffet livre barato por lá (UM ABSURDO!), muito chinês por m² falando estranho e muita gente feia.
   Mas eu comecei este post porque lá em São Paulo, comecei a desenvolver um hobbie: a fotografia. Sabe, quando você adquire maturidade, consequentemente adquire junto um olhar mais atento pro que se encontra ao redor. E qualquer coisa eu já pegava o celular (que falta faz uma câmera semiprofissional nessas horas) e interpretava o olhar fotográfico. Daí, a gente saía de carro e eu olhava pra todos os lados pra conseguir captar algo que desse fotos boas.
   Depois, quando me encontrava aqui na minha casa em Porto Alegre, fiz login no Flickr. Flickr é uma rede social em que o objetivo é criar um perfil só de fotos. Você clica em uma foto de um cara lá da Tchecoslováquia (só suposição) como favorita e tá de boa. Você pode olhar as fotos de pessoas do mundo inteiro que são atualizadas a cada instante. Pode procurar por lugares, por temas em comum, por tipos de câmera ( do lado de muitas fotos minhas tem uma breve descrição de qual câmera eu usei pra fotografar).
  Isso me lembrou um livro que eu li na oitava série, chamado " Antes que o Mundo Acabe" . O livro conta a história de Daniel, um adolescente que mora em Porto Alegre. Um dia Daniel recebe uma carta do pai, que ele nunca conheceu. Seu pai também se chamava Daniel. Daniel Pai é fotógrafo e faz parte de um grupo de fotógrafos que fotografa o mundo como ele é antes da globalização em massa acabar com tudo que se pode ver. Em suas cartas, ele conta sobre o que já viu pelas suas andanças no mundo e manda fotos pro Daniel Filho.
 
    " O nosso projeto é isso, Daniel. Fotografar o mundo, antes que o mundo acabe. Assim, um dia, quem sabe, com essas fotos, quando o pessoal cansar de um mundo onde tudo é igual, quem sabe, quando eles quiserem de novo reconstruir as diferenças, então eles vão ter ao menos as nossas fotos, que vão mostrar como o mundo era ."
   
     E nisso a trama se desenrola. Pelas cartas, o jovem conhece mais do mundo que ainda não teve a oportunidade de conhecer pessoalmente. E cria um laço de cumplicidade com seu pai.
     O livro é uma ótima leitura pra quem gosta de coisas relacionadas à fotografia. O livro é (É MESMO) infanto-juvenil, mas vale a pena. O livro teve até uma adaptação cinematográfica. O filme se passa numa cidade no interior ( Fugere Urben, no interior é mais bonito) e a trilha sonora é só com artistas regionais. Mais legal ainda. Tem uma música nos créditos finais que é "lá em Três Coroas" , algo assim ...
     
      Moral da história : fotografia é tentar passar o sentimento por algo que vimos em uma imagem gravada, saia por aí descobrindo lugares e leia o livro "Antes que o Mundo Acabe" . O filme também.
      E deixo aqui o clipe de uma das músicas do filme, da banda Pública. O clipe é muito legal, os caras da banda tudo vestido de mendigo tocando com sucata. Escutem Casa Abandonada e outras deles.


     

      P.S.: Meu amigo Gláuber disse que se eu tirasse minhas fotos com câmera profissional, iam ficar fodas. Só pra constar aqui.
 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Músicos megalomaníacos

   " Megalomania : se caracteriza pela obsessão em realizar feitos e atos grandiosos. "
                                                        ( Tio Wiki Pédia )
 
    Durante a caminhada da humanidade, houve muitos megalomaníacos como os americanos ( ou melhor dizendo, estadunidenses ), Hitler, Michael Jackson, Sílvio Santos, Don Vitto Corleone, enfim ... é gente pacas.
    Mas hoje quero destacar alguns músicos que fazem de suas músicas grandes obras primas ou que pelo menos suam a camiseta, dão o sangue e rezam pelas suas músicas, pra quem sabe passar aquela emoção de ÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ pra pessoas que ouvem.
   
    Uma das bandas mais megalomaníacas que teve foi o Queen. Acho que isso se deve pelo Freddie Mercury. Famosos pelo seu estilo Glam Rock, que era aqueles caras com umas roupas extravagantes com paetês e maquiagem e não sei que mais.

    

     Meu amigo Gláuber tinha falado uma vez que essa música falava sobre o Freddie mesmo, porque ele era homossexual e e tava falando de se assumir, algo assim. Essa música já foi eleita a melhor de todo os tempos e é considerada uma obra prima do rock progressivo ( tá na Wikipédia, é só ler! ).

      Outra banda que eu gostaria de destacar é a Muse. Sabe aquelas bandas que lotam estádios e tocam pra todo mundo cantar até perder a voz ? Muse é uma dessas.

       
     Essa música é legal não só pelo sonzinho, mas a letra é meio revolucionária, sabe ? Uma coisa tipo " eles não vão nos derrotar, nós seremos vitoriosos " (literalmente o refrão). Eles disseram numa revista de música que a tem um coro de hooligans ( como são chamados os torcedores de futebol ingleses ) gritando " Hey! ". Legal, não ? Não é ? Ah, então vai te catar.
     
    Outra banda que é demasiadamente grandiosa e megalomaníaca ( não tem só mania de grandeza, mas é grandiosa ) é Green Day. Billy Joe, Mike Dirnt e Tré Cool  não fazem simples cd's desde o começo dos anos 2000. Eles fazem ópera rock, músicas que realmente nos fazem pensar nos problemas do cotidiano (desilusões amorosas, guerras, política, ...) dentro do contexto de crítica à sociedade estadunidense e, por que não, de outros lugares.
 
     

      Esse vídeo é do elenco do American Idiot, O Musical no dia de Ação de Graças. Sim, caro leitor, fizeram um musical na Broadway ( grande celeiros de musicais ) do álbum American Idiot. Segundo uma matéria da revista Blitz, os caras da banda choraram de ver.
      E claro, não poderia deixar de mostrar U2, das mais módafoca que tem. Sunday Bloody Sunday, sipá a melhor deles. Da época que o guitarrista tinha cabelo e não usava só touquinha pra esconder a careca (descobri o segredo).
    
     

       ENJOY.



      

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Strokes + Los Hermanos = Little Joy

  Continuando a sessão de videoclipes, eu quero mostrar uma das músicas do novo cd dos Strokes. Olha, eles são uma baita banda. Grandes representantes do indie ( um subgênero dentro do rock), eles voltaram esse ano a fazer músicas e tal. Os críticos dizem blá blá blá whiska sachê, e eu digo " Aumenta o som que é rock !" .



 Outra música ( entre tantas boas) é New York City Cops. O vídeo da música foi gravado lá em 2001, por aí, e é muito legal a estrutura do palco ( eles tocam em um piso com quadrados luminosos bem no meio da plateia ). E o que me chama a atenção nesse clipe é que o Julian Casablancas fuma um cigarro logo antes de cantar. E ELE CONTINUA CANTANDO BONITO. Tá nem aí pras cordas vocais, desde que faça um rock bem pegado.

  

   Outra banda que eu sou fãzaça é os Los Hermanos. Sabe, quatro barbudos ( o tecladista não é barbudo, tem só um bigode) que cantam músicas com pegada rock misturada com música brasileira. Só falando de amor. Ô beleza.
 
   

   9 entre 10 pessoas maior de 18 anos conhecem essa música. E gostam. E cantam com gosto. Eu ia botar o clipe que tinha a atriz Mariana Ximenes e tinha toda a historinha, mas não o vídeo não tava disponível.
   Mas esse aqui é legal. O vencedor . Ele é ao vivo. E registra toda a emoção e energia do pessoal cantando num show dos barbudos.

  

   Mas o que Strokes tem a ver com Los Hermanos ? Bem, há uns anos atrás, ambas as bandas tocaram no mesmo festival ( acho que em Portugal ). O bateirista dos Strokes Fabrizio Moretti e o hermano Rodrigo Amarante se conheceram, e tempos depois fizeram juntos um projeto paralelo às suas bandas que tinham parado por um tempo. Nascia então o Little Joy, que contava também com Binki Shapiro, namorada de Fabrizio e mais uma porrada de músicos.

 

   Tem um pouco das duas bandas. E é legal que os clipes são rodados em película antiga, em super-8. É, acho que é isso.

   

     VOLTA LITTLE JOY!

Sessão de videoclipes - Amontoado de gente

  E aí, de boa? Vou começar a postar uns clipes aqui, porque eu tenho tanto pra falar de música e eu quero compartilhar isso com a meia dúzia de gatos pingados que leem meu estimado blog. Sem música, a vida fica um saco. Isso é um fato constatado.
  Bem, está aberta a sessão de videoclipes do "Quando a mão coça" . EEEEEEEEEE. Quero começar essa sessão com uma descoberta recente. Bem, não é minha descoberta, pois eu li no jornal. Tinha uma matéria que falava sobre uma banda que em 7 dias já tinha alcançado mais de 1,5 milhão de visualizações no yutubiô. Achei interessante, porque falava que a banda não era muito conhecida e tal, daí esse vídeo eles fizeram com um monte de gente. Quando os caras da banda passaram o video pra essa gente, eles passaram pros amigos que passaram pra outros amigos e aí virou febrinha. Sem contar que eles fizeram o tal vídeo totalmente inspirado no clipe da música Nantes, do Beirut. O nome da banda é, curiosamente, A Banda Mais Bonita Da Cidade. É um nome meio grandinho e inusitado, mas é tri. Eu resolvi ver qual era a dessa banda. O nome da música é Oração. Quando li no jornal o nome da música, pensei se tratar de uma música cristã.Tsc tsc, ledo engano.

      

      Agora o clipe inspiração : Nantes, da banda Beirut. Essa banda é foda. "Em termos de instrumentos, essa banda é completa" ( mais ou menos o que a Jéssica, minha amiga, disse).

     

      Adoro clipes assim, com um amontoado de gente tocando instrumentos e interagindo na música. Todos fazendo cada um seu próprio som para criar uma música muito melhor. Show.
     E, claro, não poderia faltar a paródia. O comediante Rafinha Bastos fez o clipe mais ou menos igual. É engraçado. No final, aparece a vocalista d'A Banda Mais Bonita Da Cidade.

   

   Enjoy.

sábado, 7 de maio de 2011

   Dobradinha do dia. Melhor de duas. Leve uma e pegue mais uma. Cá estou a fazer um post seguido de outro porque quero falar de umas coisas que constatei de uns dias pra cá.
   Eu constatei recentemente que eu não sou interessante. Isso mesmo que você está lendo. Eu não sou interessante. Agora você pensa que eu devo estar me fazendo de coitadinha só pra ganhar mais visitas aqui ou que estou sendo patética e blá blá blá whiska sachê. MAS NÃO! NÃO ESTOU ME FAZENDO DE COITADA, AINDA MAIS QUE NO MÁXIMO UMAS 10 PESSOAS JÁ LERAM ESTE BLOG EM TODA A SUA PEQUENINA EXISTÊNCIA, DE MODO QUE ESTOU POUCO LIGANDO PRA ESTE FATO PORQUE EU TENHO ISSO AQUI PRA MEU PRÓPRIO DELEITE.
  Mas enfim, continuando ... constatei que não sou interessante á primeira vista, sacou ? Meu cabelo é crespo com final de relaxamento, não sou uma menina que você vá trovar na escola, não uso maquiagem marcante, nunca pintei meu cabelo, meu orkut não é bombado, não sou cdf, não sou popular, não tenho twitter (acabei de excluí-lo), não tenho tumblr, não tenho formspring, não tenho fotolog, não sou normal, não tenho gostos normais. Resumindo, eu não sou deste mundo. Não, brincadeira. Resumindo, eu não uma pessoa que tu vai ficar marcado logo na primeira vez. Vai ter que se arriscar e ver qual é a minha.
  E sabe, acho que é isso que falta pras pessoas hoje em dia. Tem gente que olha o perfil da pessoa no orkut ou em qualquer rede social maldita, vê que parece ser uma pessoa popular, tri marcante, e vai lá e adiciona a pessoa. Agora, eu quero ver desenvolver assunto com a pessoa, quero ver cumplicidade rolando. E é pra ontem isso,hein ...
 Eu acho desnecessário Formspring. Mas desnecessário pra mim e pra você que está forever alone pelos cantos. E pra pessoas sem nada a acrescentar também. Sério, parece revista de fofoca. " É verdade que tu deu pro fulano?", "A gente tem que dar mais valor às pessoas a nossa volta, concorda?" , " O jeito é dá uma fugidinha com você... Pra quem você dedica?" , sem contar as ameaças e xingamentos de pessoas anônimas   ( trouxas covardes), são os muitos impropérios e disparates que rolam por lá. Sabe por que eu não tenho forms ? Porque eu não tenho ibope, e só ia ter pergunta idiota enchendo linguiça master.
 Já me incomodei também muitas vezes com o orkut. Eu vou no orkut de alguém para ver se eu conheço, daí eu vou ver as fotos e elas estão restritas aos amigos. PORRA, TÁ NO ORKUT, MOSTRA AS FOTOS. QUEM INVENTOU ESSE NEGÓCIO DE FOTOS RESTRITAS É UM COMPLETO IDIOTA. E SE EU ADICIONO A PESSOA ASSIM MESMO, ACHANDO QUE É UM CONHECIDO, QUANDO NA VERDADE EU POSSO ESTAR CAINDO EM UMA ROUBADA ?
  Me incomoda no orkut aquelas comunidades de "Ele diz, ela diz" e aquelas listas enormes de coisas que você tem que entrar na comunidade pra saber como continua. Só gente sentimentalóide e idealizando amores perfeitos é que participam da primeira comunidade; só gente curiosa participa das comunidades com essas malditas listas. Outro negócio é jogar Fazenda Feliz, Café Mania e seus semelhantes. Pra uma criança, é bonitinho, mas PRA UM ADULTO SÉRIO ISSO É DESCONEXO. Eu conheço várias pessoas que com certeza já passaram dos 30 e ficam jogando isso. A tia de uma prima minha tá no nível 160 da Fazenda, ou seja, ela não faz mais nada da vida a não ser jogar Fazenda Feliz. Minha senhora, isso não dá futuro, pode ser ?
  Outra rede social que me incomoda é o Tumblr. Ah, essa eu me incomoda mesmo. Olha só: a pessoa fica o dia inteiro olhando fotos e gifs maneirinhos para reblogar e reblogar e reblogar e reblogar .... Tá, chega disso. Ninguém escreve no Tumblr, vamo falar a verdade. São raríssimas as pessoas que escrevem. É tudo um sistema de copiar da cópia da cópia da cópia da cópia do Tumblr lá do quinto dos infernos. Isso é maçante, não entendo como não enjoam. O que eu mais vejo no Tumblr são gifs com os caras do Supernatural fazendo caras e bocas, fotos apaixonadas e românticas e frases sentimentalóides. Como se fossem achar o amor à cada esquina e que o mundo é colorido. Tem gente que tem a capacidade de me contar piada de Tumblr. Se eu quero ouvir piada, eu peço pro meu primo de 9 anos contar que se sai muito melhor.
  E o Twitter então ? Ontem mesmo, eu tava lá no Twitter vendo as atualizações, fazendo reply, fuxicando no perfil dos outros ( como eu sou idiota ), e eu percebi que tem trocentos negos no negócio e ninguém me dá a mínima bola. Então, se eles não me dão bola, eu não tenho que dar bola pra eles. Daí decidi excluir meu Twitter. Cansei de atualizadas de Tumblr ( ¬ ¬' ), piadas de futebol e tweets tipo " vou dormir agora, beijos.". Chega a ser cansativo. E cansa os olhos.
  E, por último, deixei o Facebook. Por enquanto tá engatinhando aqui, parece legalzinho até, por enquanto não tá cansativo. POR ENQUANTO, repito. Todo dia recebo trocentas solicitações pra ajudar em Farmville ou na Mafia Wars. E excluo todas.
  Esses dias, minha mãe tava separando uns jornais pro lixo. E me umas crônicas pra ler. Uma delas tinha o seguinte título : " Eu (não) quero ter um milhão de amigos." . Interessante,não ?
  Qual a moral disso tudo? As pessoas fazem tudo pra aparecer e conquistar não amigos, mas sim fãs, que os adoram sem questionar. Também ensina que as pessoas são alienadas, que tem cabeça fraca e que são movidas a interesses superficiais. E que tem uma visão da vida que não é 360º.
  Há tempo, eu tava lendo uma revistinha que falava sobre redes sociais. E tinha uma reportagem que falava das pessoas que não são dependentes das redes. Uma guria dizendo que não tem orkut porque não gosta de bisbilhotar a vida dos outros e que se quer falar com um amigo, chama no msn ou liga pra ele. É, old school é o que há.
  Sinceramente, me desculpem aqueles que se sentiram ofendidos com o que eu escrevi aqui. Mas eu quero cutucar onça com vara curta e mostrar o meu ponto de vista. E claramente as palavras de revolta e indignação de uma viciada em internet e em redes sociais. Se você não concorda com o que eu escrevi, ótimo. Liga pro Procon e reclama do produto. Se gostou, melhor ainda. Isso mostra que andamos no mesmo caminho.
  Minha amiga Clara disse que só me achou interesante com o tempo e que se eu fosse interessante à primeira vista, ia ter chato grudando no meu pé. E né que ela tem razão ? Valeu, Clara. Dedico este post a ti.
  Ah, e me adicionem no Orkut e no Facebook, pode ser ?

 

                 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

EU LEIO QUADRINHOS, E VOCÊ ?

  Em minha breve vida, já ouvi pessoas dizerem que quadrinhos não era considerado uma forma de ler, que é menos denso do que um livro só com letras. Besteira.
  Estou aqui para defender os quadrinhos como uma forma viável de literatura. Sim, pois consigo constatar em meu cotidiano que há uma ideia generalizada e, por que não, banalizada das histórias em quadrinhos.
  Eu gosto de desenho. Sou fascinada por qualquer desenho. E quando comecei a ler gibis, comecei a ficar fã. Tinha uns desenhos engraçadinhos e os balões sem nexo ( com uns 6 ou 7 anos, era sem nexo pra mim). Meus irmãos tinham montanhazinhas de gibis da Disney e da Turma da Mônica. E depois, um tio meu deixou uns outros tipos de gibi, daí avancei pros Conans e Wolverines da vida. E depois nunca mais parei. Radicci, Scott Pilgrim, Calvin e Haroldo, Recruta Zero, Fritz the Cat, Turma da Mônica Jovem ( tá, esse último a gente desconsidera, pode ser?), enfim, todos esses nomes são personagens de histórias em quadrinhos. E são tão obras literárias quanto um livro do Veríssimo ou um Sidney Sheldon. Olha, eu posso ser louca de dar tamanha importância para este tipo de livro, mas é algo que faz parte da minha vida. Nada mais natural que eu venha aqui no meu território e defenda.
   Esses dias, o professor de história mandou a gente fazer uma resenha de um livro que fosse ambientado na Idade Média, na Revolução Industrial ou no Comunismo. Bem, e eu não sabia o que ia fazer, daí vi um livro que eu tinha comprado nas férias. Um livro em quadrinhos. Esse aqui :

( Fritz the Cat)
                                                                                                                                            
  O livro são tiras em quadrinhos que tem como personagem principal o gato Fritz, retratando a década de 60 e começo dos anos 70. Mais ou menos período da Guerra Fria. E é cômico as referências que ele faz. Uma hora o Fritz é agente secreto, numa outra é estudante alienado, vira hippie, músico e artista de cinema. Enfim, são muitas facetas, mostrando tudo o que marcou aquela época. Sem contar na referência à revolução sexual naquele tempo: Fritz é louco por sexo, muitas vezes chegando a ser cafajeste e tarado.
  Mas enfim, o livro mostra literariedade, pois  ele consegue retratar as gírias, os locais os anseios e desejos de uma época (AH, FALEI BONITO AGORA!). É uma boa leitura caso você goste de história, de animais que andam e falam que nem humanos, de loucuragens ou de sacanagem mesmo.
  E tem um outro que eu li recentemente que  é muito bom, mas MUITO BOM MESMO. Ó, esse aqui :


    O livro conta a história dos noturnos, seres humanos que na calada da noite fazem uma metamorfose muito louca ao ouvir um canto de um pássaro flamejante chamado Ridor e viram pássaros gigantes. E no meio disso tudo, encontram-se Lúcia e Lúcio, um casal de noturnos que vão tentar quebrar essa transformation para se livrar de Cempés, um mago que quer dominar o mundo comandando os noturnos. Olha, eu sou suspeita pra falar: os desenhos que o Salvador Sanz faz ( ele aliás é argentino e é muito conhecido por lá ) são muito realistas e detalhistas. Sem contar que os locais que ele desenha são reais, todos inspirados em cidades argentinas. E a história  meio que prende a gente e tal, tem uma coisa meio de terror. Mas é fodástico e aconselho ler pra quem gosta de histórias que acontecem na night, que tenha animais fazendo às vezes de protagonistas, que tenha um pouco de suspense ou um terrozinho básico.
    O que esses livros mostram? Que dá pra fugir completamente do estereótipo de que história em quadrinhos só tem super-heroi. MENTIRA DESLAVADA! Eu sou fã do Wolverine e dos X-Men, mas gosto de uma história que fuja deste semblante de ter um cara com superpoderes e crises existenciais de super-heroi como protagonista.
   Isso não vai me fazer menos leitora ou menos culta do que eu ler um Machado de Assis da vida. Ao contrário, só complementa. Quem acha que é maçante é porque tá se achando o adultinho cult, ou porque não tem o ávido prazer de ler simplesmente por só ler. Tá certo que a gente tem que ler e entender, mas se não vê o desenho como texto da história tanto quanto as partes escritas, é melhor rever seus conceitos e ler uma HQ. Antes que seja tarde demais.